É engraçado como as pessoas possuem tantas dúvidas e ao mesmo tempo tantas certezas sobre a vida e sobre a morte.
Sobre as suas essências, crenças e descobertas, sobre a sua origem e destino.A verdade é que a única coisa realmente certa é que
existe algo em nosso corpo que nos dá essa “vida”. E quando esse “algo”
acaba ou se vai, o corpo fica impossibilitado de continuar funcionando,
até que finalmente apodrece.
Não há como negar que existe uma energia, uma força, uma vida dentro de cada um de nós.Não importa o nome que damos ou no que acreditamos. Isso existe!
A cada dia mais nós conseguimos ter a ciência e a espiritualidade se conectando, mas principalmente se completando.
Quando ambos atuam em conjunto, os resultados são potencialmente mais intensos no tratamento da saúde, seja física, emocional ou energética.
Uma vai dando força e embasamento para a outra, fazendo com que
possamos ter a cada dia mais fatos que comprovem o que até então era
óbvio apenas para os homens de fé e um grande desafio para os homens da ciência.
Usando ou não os termos religiosos, todos nós
acreditamos que existe uma “energia” em nosso corpo e que nada sobra sem
isso. Nem mesmo a carcaça.
Conflitos por poder, por ego ou qualquer outra vaidade são banais, pois, no fim, estamos todos no mesmo barco, tentando entender e acreditar em algo, seja espiritual ou científico, seja material ou abstrato, mas estamos sempre buscando… Estamos constantemente em busca de alguma coisa.Afinal, para que mais servimos senão para essa constante busca? Ela nos movimenta, nos inquieta, nos leva a conhecer o novo e a vivenciar diferentes experiências.
Entenda que a busca é ampla e abstrata. Ela
abraça uma infinidade de possibilidades e cada um pratica essa busca
mentalizando e agindo de acordo com o que é interessante para si. Não há
certo ou errado. Somos todos seres em busca. Em uma eterna e constante
busca.
Hoje temos diferentes religiões, filosofias e, até a mais nova das definições, o agnóstico. São tantas formas de acreditar em algo além da vida, tantas versões, nomes e pensamentos sobre a nossa razão de ser, de existir e até mesmo da morte.
No momento da dor, é reconfortante acreditar que
encontraremos a pessoa em algum momento, em algum lugar. Assim como é
reconfortante pensar que a pessoa “está bem agora”.
Podemos dizer o que é verdadeiro ou não? Jamais! Nossa primeira missão é respeitar a crença, a fé e o pensamento do outro, sem julgamentos. Afinal, cada um tem a sua própria mente, totalmente sua, para ser controlada. Para que tentar julgar ou subestimar a mente do outro?
Quando
nascemos, buscamos aprender a andar, vamos crescendo e buscamos nos
socializar, mais adultos buscamos um rumo profissional e, quando idosos,
buscamos viver mais.
A busca nos leva a uma evolução constante, pois nos proporciona aprendizados e lições incríveis.
Mas nem toda busca é saudável, por exemplo: a busca por uma verdade absoluta.
Deixo aqui um pensamento para quem vive em uma busca incansável por essa verdade única: todos nós carregamos a própria opinião, pois para cada corpo há uma história, um sentimento e consequentemente a sua verdade. Quando
abrirmos a mente para a compreensão de nós mesmos e dos demais que
dividem tantas emoções similares, compreendemos que não há regra e nem
mesmo uma única forma de análise sobre a vida. A vida é muito ampla e
incrível para se limitar a apenas um ponto de vista.
Acredite que a energia da vida habita em todos nós e que é natural do ser humano unir-se aos grupos que tenham pensamentos similares.
É isso o que faz com que todos nós tenhamos a oportunidade de nos conectarmos com outras vidas.
Quebrar essa energia linda de união que a vida nos oferece, para discutir verdades, é um bloqueio.
Podemos apenas respeitar cada verdade e continuar com as nossas. E se julgar adequado, reveja as suas verdades, conheça outras, mas permita-se contemplar a verdade do outro. Isso não ofende a sua verdade. Esteja aberto.
Flua com essa energia de forma pura, intensa e pacífica.De Cintia Natoli


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